Dois Pedros distintos: Um que só pensava em seu umbigo, e outro que desencanou completamente dele mesmo.
Esse final de semana, enquanto ministrava com o grupo de louvor, fui mais uma vez confrontado com a imagem de Pedro. Já havia falado sobre ele há um tempo atras, e dessa vez um ponto me chamou a atenção: a diferença de valores “pré-ressurreição” e “pós-ressurreição”.
Um primeiro Pedro, “esbravejante”, gritando a todos os cantos: “EU FAÇO”, mas que na hora do “vamo-ver” saiu fugido e gritando agora “EU NÃO FAÇO, NUNCA FIZ”. Olhei pra mim, pro grupo que estava comigo, e pensei em quantas vezes nós cantores e músicos não cantamos coisas que nem passam pela nossa cabeça realizar. Até achamos que sim, mas na hora de botar em prática, o discurso morre e a ação reflete outra coisa. As vezes até negamos o que cantamos.
Um Pedro intermediário, é questionado: “Tu me amas?” e responde:”Sim!”. E mais uma vez, e outra ainda é questionado. Nessa, fica inicialmente chateado mas compreende que ali estava sendo tratado. E uma atitude foi cobrada: “Apascenta minhas ovelhas”. Fiquei feliz de ouvir a mesma coisa. Triste por ainda precisar ouvir isso, mas feliz por ter ouvido.
Depois vemos um segundo Pedro, tão comprometido no falar quando no efetuar. Tratado, curado, e agora engajado. Espero conseguir corresponder às expectativas e alcançar níveis tão altos como o de Pedro. Agora é hora de pagar o preço!