Domingo, procurando alguma coisa pra passar o tempo na TV, cai de paraquedas na Cultura, onde estava sendo exibido o programa Café Filosófico, e o tema era: Alimentação e ciência no século XX. O palestrante da noite, Júlio Lúcio Mukuno, estava falando sobre hábitos alimentares em paralelo com a evolução da humanidade, e falou uma simples frase que abriu meus olhos pra uma realidade muito além da alimentação: “Vendemos um produto, dizendo que damos ao comprador praticidade, mas na verdade estamos afirmando que ele é um preguiçoso e estamos facilitando a vida dele.”
Essa afirmação explodiu nos meus ouvidos, e fez alguns links no meu cerebro se conectarem. Vivemos num período onde o que mais queremos é a praticidade, e com isso nos tornamos cada vez mais preguiçosos. Tudo que demanda esforço, que necessita de um pouco de sacrifício, logo é deixado de lado por coisas muito mais “práticas”. Agora, tente imaginar isso dentro da igreja. Será que tenho buscado um evangelho prático, ou tenho me disposto a pagar o preço, a trabalhar a minha fé e comunhão com Deus de forma “artezanal”.
Isso me remete a um amigo, Alexandre Caliman, italianíssimo e um grande mestre cuca. Molho de tomate com ele, soh feito do próprio tomate. Ai de quem der a ele uma lata de molho pronto.
[...] A um tempo escrevi sobre um engenheiro alimentício, que falava sobre o fast food (ou preguiça food) e as comidas industrializadas. [...]