Archive for May, 2010

O inesperado nosso de cada dia

May
7

Guilherme

Foi só eu escrever aqui sobre a paternidade, que ontem de noite tive uma nova experiência. No caminho de casa, a Suzana (minha esposa) me liga dizendo que ele (o Gui) acordou chorando e não para, está aos berros em casa. Ele já tinha passado o dia não muito bem, mamando pouco, e chorando mais que o normal.

Uma pausa aqui, pra agradecer a Deus pelo filho que temos: ele sempre esta de bom humor, e é muito raro chorar – por isso ficamos preocupados.

Nessa hora virei o melhor piloto do mundo, e espero não receber multas nos próximos dias. Cheguei em casa super rápido, e ai é adrenalina. Ele já estava calmo, mas tinha ficado quase 20 minutos chorando direto.

Da mesma forma que cheguei, saimos. Direto pro PS aqui perto. Graças a Deus (mais uma vez) não era nada, apenas uma prisão de ventre, mas tudo isso significa chegar em casa quase meia noite.

É isso. Ser pai é ter programas noturnos inesperados, e sem titubear, correr para eles.

Em tempo, hoje ele já esta melhor, e não chorou mais. E a fralda lá no hospital ficou bem cheia (rs).

Sou Pai

May
6

Eu e o Gui

Pela primeira vez escrevo sobre a experiência de ser pai. Descobri que é a coisa mais mágica do mundo, e também uma das mais esgotantes. Isso, claro, se você homem fizer questão de participar ao máximo de tudo, mesmo que seja pra ficar acordado na madrugada, ao lado da sua mulher, sem fazer nada, só acompanhando a mamada do seu filho.

Levando em conta que desde que ele nasceu (18/01), foram raras (no máximo 5) as noites que ele dormiu direto próximo de 8 horas, sendo que a média no primeiro mês era de 3 horas, e hoje chega a umas 5, da pra imaginar o quando consegui dormir nesse tempo, não é? Mas isso é rapidamente esquecido quando, gratuitamente, ele olha pra mim e abre aquele sorriso banguela mais lindo e inocente do mundo. Nessa hora tudo é esquecido.

Sou pai desde então, e descobri que só viramos pai realmente quando a bolsa estoura, e você vê seu filho pela primeira vez. Antes, não passa de um processo de auto-conscientização.

Agora falta plantar uma árvore e escrever um livro.